No Reino Unido, uma mulher recebeu 30 mil libras esterlinas (cerca de R$ 200 mil) após fingir os partos de dois filhos. Segundo um juiz do Tribunal Superior, ela obteve o dinheiro do suposto pai por meio de uma “elaborada campanha de engano”. O magistrado afirmou ainda que o ato poderia ser parte de uma vingança por abusos cometidos pelo homem contra ela e o filho, ou apenas uma motivação financeira. Leia também Dinheiro e NegóciosRoyal Caribbean é punida por exigir teste de gravidez em processo seletivo Fábia OliveiraLetícia Cazarré rebate críticas à 7ª gravidez devido à saúde da filha SaúdeMulher com pancreatite grave descobre gravidez e bebê nasce com doença rara SaúdeInfecções congênitas raras na gravidez podem triplicar o risco de autismo Como tudo começou?John, nome fictício utilizado nos autos do processo, acreditou ter acompanhado a gravidez do primeiro filho. De acordo com uma juíza, por estar detido, ele não presenciou o parto nem viu a criança pessoalmente, mas recebeu fotos e imagens de ultrassom da mãe, Jane — nome pelo qual ela foi identificada.Ao sair da prisão e se reconciliar com a parceira, ele foi informado de que o bebê estava com familiares e que, segundo supostas orientações de assistentes sociais, não poderia vê-lo. À época, embora o rapaz acreditasse que o próximo parto estava para acontecer em agosto de 2024, o casal se separou pouco tempo antes e não retomou a relação.A mulher enviava fotos do primeiro bebêDurante o período de afastamento, o “pai” permanecia enviando dinheiro para a ex-companheira. Somente após o nascimento fictício da segunda criança, John entrou com um pedido para reivindicar a responsabilidade parental.Foi quando Jane requereu uma medida protetiva por abusos verbais, físicos e sexuais anteriores. Ela chegou a dizer, conforme informações do jornal The Telegraph, que tinha vendido as crianças por 500 libras (cerca de R$ 3,3 mil).A descobertaA mentira foi desmascarada quando o caso chegou ao Tribunal Superior. Na audiência da ordem de afastamento, revelou-se que ela não tinha filhos com John e teria sofrido dois abortos espontâneos. Segundo a juíza, não havia nenhuma evidência sobre os nascimentos.Processos levaram à descoberta da mentiraFoi descoberto ainda que a mulher não poderia ter filhos, pois estava na menopausa, e que ela teria gastado o valor recebido em bronzeamento artificial — cuja data coincidiu com o dia em que aconteceu o suposto parto. Mais tarde, Jane explicou que as mensagens de voz com choro de bebê ao fundo foram feitas com áudios do YouTube.A juíza afirmou que ambas as situações eram “bizarras e extremamente improváveis”, mas acreditava que a mulher mantivera a mentira por cerca de três anos para fazer John acreditar que seria o pai. “O comportamento foi cruel, levando um homem e sua mãe a acreditarem que tinham filhos e netos, respectivamente”, disse a magistrada.








