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A governadora de Nova York, Kathy Hochul, declarou estado de emergência sanitária em todo o Estado na segunda-feira, 5, enquanto os casos de sarampo aumentavam de forma preocupante em condados rurais onde as taxas de vacinação têm ficado abaixo do esperado.

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Até sábado, 3, 108 casos de sarampo já tinham sido registrados em todo o Estado neste ano, o maior número desde 2019, quando Nova York foi o epicentro de um surto nacional. A maioria dos casos está em áreas rurais, concentradas na região de Finger Lakes.

A declaração de Kathy flexibilizará as regras sobre quem pode administrar vacinas, facilitando a aplicação de doses por parteiras, farmacêuticos e outros profissionais de saúde para prevenir o sarampo.

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Placa alerta para casos de sarampo em uma clínica em New Holland, no Estado da Pensilvânia. Foto: Rachel Wisniewski/The New York Times

“Depois de analisar os dados mais recentes sobre os casos de sarampo no Estado de Nova York, estou declarando estado de emergência por desastre para reforçar nossos esforços contínuos para combater a doença”, disse Kathy. “Ninguém deveria ficar gravemente doente ou morrer de uma doença que pode ser prevenida por vacina.”

Os Estados Unidos enfrentam um ressurgimento do sarampo, impulsionado pela queda nas taxas de vacinação, com o número de casos disparando em 2026. Em todo o país, 3.887 casos foram registrados neste ano, de longe o maior número em mais de 30 anos. Carolina do Sul e Utah foram especialmente afetados, assim como a Pensilvânia, que registrou mais de 1 mil casos e cinco mortes, segundo autoridades estaduais. O vírus se espalhou por comunidades amish, onde as taxas de vacinação são especialmente baixas.

Três condados, incluindo Seneca e Steuben, ambos na região de Finger Lakes, concentram cerca de metade dos casos de sarampo de Nova York. O condado de Otsego, mais conhecido pelo Museu e Salão da Fama do Beisebol Nacional, em Cooperstown, registrou 20 casos neste ano, o maior número entre os condados do Estado.

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A cidade de Nova York registrou sete casos neste ano, número que não é considerado excepcionalmente alto.

O Departamento de Saúde do Estado de Nova York afirmou que ninguém morreu de sarampo neste ano no Estado. Em um alerta publicado em agosto, a pasta informou que alguns casos envolviam nova-iorquinos que haviam viajado para outros Estados, enquanto outros foram transmitidos localmente.
O sarampo é uma das doenças mais contagiosas e se espalha quando uma pessoa infectada tosse ou espirra. O vírus pode permanecer em gotículas suspensas no ar por até duas horas em ambientes fechados. Conhecida pela erupção cutânea característica, a doença pode causar pneumonia e inchaço do cérebro, levando à cegueira. Bebês pequenos demais para serem vacinados estão especialmente vulneráveis.
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O sarampo foi praticamente erradicado dos EUA há cerca de 25 anos. Os casos começaram a cair drasticamente depois que uma segunda dose da vacina passou a ser aplicada rotineiramente após um surto ocorrido em 1989. Mas as taxas de vacinação caíram em meio a temores de que a vacina tríplice viral - que protege contra sarampo, caxumba e rubéola - pudesse estar relacionada ao autismo. Dezenas de estudos científicos refutaram essa afirmação e não encontraram associação entre a vacina e o autismo.
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A pandemia de coronavírus e as políticas de vacinação obrigatória também alimentaram o ceticismo em relação às vacinas. O secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., liderou uma campanha contra elas que enfraqueceu ainda mais a confiança da população nas imunizações.
Nos condados de Nova York com o maior número de casos de sarampo, menos de 80% das crianças haviam recebido a primeira dose da vacina contra a doença até os 2 anos de idade. Na maioria dos condados do Estado, mais de 80% das crianças haviam recebido a primeira dose até essa idade.
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Em alguns locais, a cobertura vacinal é muito menor, incluindo o pouco povoado condado de Yates, onde a taxa é de cerca de 53%. A região registrou três casos neste ano.
O aumento dos casos parece ter levado algumas famílias a uma mobilização de última hora para se vacinarem. Um boletim do Departamento de Saúde observou que os relatos de novas infecções “levaram algumas pessoas que anteriormente não haviam sido imunizadas a solicitar a vacinação”.
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês) recomendam que as crianças recebam a primeira dose da vacina contra o sarampo entre 12 e 15 meses de idade e a segunda entre 4 e 6 anos. Algumas famílias adiam a vacinação até que as crianças sejam mais velhas.
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“Isso é totalmente evitável, e sabemos que a vacina é segura”, disse o médico Howard Markel, pediatra aposentado e importante historiador de epidemias e quarentenas. À medida que mais famílias optam por não vacinar os filhos - ou adiam a vacinação por alguns anos -, as comunidades ficam mais vulneráveis a um surto de sarampo.
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“Você está vendo o que acontece quando começa a abrir buracos na rede”, disse Markel, autor de livros sobre epidemias em Nova York, como “Quarantine!”.
As regras de Nova York que exigem vacinação para a frequência escolar estão entre as mais rígidas dos EUA. Elas não permitem que estudantes deixem de ser vacinados por motivos religiosos. Isso pode mudar. No ano passado, a Suprema Corte americana sinalizou que pode ser favorável a uma flexibilização das exigências de Nova York.
Este texto foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial. Saiba mais em nossa Política de IA.
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