Política / Eleições 2026

Campanha afirma que Metrô mandou retirar tapumes instalados para proteger estações após solicitar a colocação das estruturas; cerca de 70% do material já havia sido montado
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Lula em ato na Paulista em 11 de outubro — Foto: Maria Isabel Oliveira
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em coletiva de imprensa realizada neste sábado (24), que o petista percorrerá de carro aberto um trecho da Avenida Paulista, em São Paulo, durante o ato de encerramento de sua campanha. O coordenador da campanha no estado, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, disse que a organização pediu à Polícia Militar que mantenha as câmeras corporais ligadas durante toda a manifestação e que os agentes estejam identificados.
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— O fundamental é que as câmeras permaneçam ligadas. Esse foi o primeiro pedido que nós fizemos. E o segundo, para que os membros da tropa estejam devidamente identificados — afirmou o advogado, que disse ter formalizado a solicitação junto às autoridades.
Segundo o advogado, a campanha ainda não havia recebido resposta da PM. Ele afirmou que a identificação dos policiais e o funcionamento das câmeras são importantes para registrar eventuais ocorrências e permitir a responsabilização dos envolvidos. A organização também pediu que os agentes da Guarda Civil Metropolitana estejam identificados e mantenham as câmeras ligadas.
Preocupação com segurança
O presidente estadual do PT, Kiko Celeguim, também participou da coletiva e afirmou que a campanha tomou medidas para evitar conflitos e definir os procedimentos de segurança para o ato. Segundo ele, a organização comunicou a manifestação às autoridades e participou de uma reunião com representantes da Polícia Militar, da Prefeitura, da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e do Metrô.
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De acordo com Kiko, durante a reunião, realizada no dia 20, as autoridades solicitaram a instalação de tapumes nas entradas de estações do Metrô na região da Avenida Paulista para proteger o patrimônio público de pichações e atos de vandalismo. A campanha contratou o serviço e começou a instalar as estruturas na noite de sexta-feira (23). Por volta de 1h, porém, a empresa responsável teria sido informada de que os tapumes deveriam ser retirados porque o próprio Metrô adotaria medidas para proteger as estações
Segundo Kiko, cerca de 70% do material já havia sido instalado quando a campanha recebeu a orientação para interromper o serviço e retirar as estruturas.
— A gente atendeu ao argumento de proteger o mobiliário urbano, mas, ao longo do processo, quando 70% do material já estava instalado, nos obrigaram a retirar esse material sob o argumento de que o Metrô tomaria as providências — afirmou.
No lugar dos tapumes, grades foram instaladas nas entradas das estações do Metrô na região da Avenida Paulista. Procurado pelo GLOBO para esclarecimentos, o Metrô não retornou o contato da reportagem até a publicação deste texto.
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Carvalho disse que a campanha mobilizou advogados para acompanhar a manifestação e atuar como interlocutores junto às autoridades em caso de ocorrências. Segundo ele, o grupo Prerrogativas e o Sindicato dos Advogados de São Paulo participam da iniciativa.
A organização também alterou o trajeto inicialmente previsto para o ato. De acordo com Carvalho, a caminhada não seguirá pela Rua da Consolação até a Praça Roosevelt, como havia sido planejado. A dispersão deverá ocorrer na Praça do Ciclista, após um pedido das autoridades para evitar problemas no trânsito e riscos à segurança dos manifestantes.
A concentração está prevista para as 14h. Lula percorrerá cerca de 1,2 quilômetro em carro aberto. A campanha estima que o trajeto leve aproximadamente uma hora e meia e espera reunir mais de um milhão de pessoas, mas não explicou como chegou a essa estimativa.
Carvalho afirmou que a orientação de Lula é para que o evento transcorra pacificamente. O advogado também criticou episódios de tensão registrados em manifestações anteriores e disse que a campanha recorrerá aos meios legais caso haja violência ou atuação irregular de agentes públicos.
Lula no Rio
Na manhã deste sábado, Lula participa de uma caminhada na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Intitulado “Brasil pronto pra Mais”, o ato reúne parlamentares e lideranças políticas e sociais, além de representantes regionais e nacionais. O caso Ana Clara — citado por Lula no debate da Globo, na noite de sexta-feira — é um dos temas que mais mobiliza a militância, assim como a referência pejorativa do senador Flávio Bolsonaro (PL) aos "nove dedos" do adversário.
A concentração começou às 9h, no Posto 5, na Avenida Atlântica, com a presença de apoiadores e um carro de som. Lula chegou ao local por volta das 9h40. O início da caminhada estava marcado para 10h, com o presidente percorrendo o trajeto na parte traseira descoberta de uma picape de grande porte, adaptada para mantê-lo visível ao público durante o deslocamento. Uma bandeira do Brasil está posicionada sobre o capô do veículo.
Enquanto apoiadores e aliados de Lula percorrem Copacabana, o deputado federal André Janones (Rede-MG) conduzia uma transmissão ao vivo no perfil oficial do petista, a "Live da Virada". O parlamentar mobilizou a militância no espaço digital no segundo turno e conseguiu reunir mais de 10 milhões de pessoas no canal do WhatsApp "Exército do Lula", que chegou a ser suspenso em meio a uma série de decisões conflitantes entre integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o funcionamento da ferramenta.
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- André Janones
- Lula

