Suplementos alimentares não podem ser usados para tratar a resistência à insulina, alertou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em publicação nessa sexta-feira (9/10). Leia também Claudia MeirelesEndocrinologista aponta sinais que indicam resistência à insulina Tácio LorranFarmacêutica que era ligada ao Master atrasa entrega de insulina ao SUS e é cobrada pelo governo Vida & EstiloSó cortar calorias não basta: o que trava a resistência à insulina SaúdeEstudo relaciona resistência à insulina com risco a 6 tipos de câncer A orientação responde a vídeos nas redes sociais que recomendam produtos como berberina, magnésio e mio-inositol para controlar a condição, podendo afastar pacientes do acompanhamento adequado.A resistência à insulina ocorre quando o organismo responde menos à ação do hormônio, que ajuda a controlar a quantidade de glicose no sangue. A condição exige avaliação profissional, e o tratamento depende das causas e das características de cada paciente, podendo envolver mudanças no estilo de vida e medicamentos.Cuidados antes de comprar e usar suplementosA agência orienta a buscar avaliação profissional antes de escolher um suplemento e a observar possíveis reações durante o consumo. As principais recomendações são:Buscar orientação: um profissional de saúde pode avaliar a necessidade de suplementação e indicar o produto adequado.Escolher onde comprar: adquirir suplementos em lojas físicas ou sites confiáveis.Respeitar a indicação: seguir a dose e o período de uso recomendados pelo profissional.Observar reações: comunicar efeitos inesperados e pedir novas orientações.Suplementação alimentar tem outra finalidadeA Anvisa esclarece que produtos com finalidade terapêutica precisam de registro como medicamentos, independentemente da origem das substâncias utilizadas. Suplementos servem para complementar a alimentação e não devem ser apresentados como substitutos de tratamentos médicos.Uma pessoa com resistência à insulina pode precisar de suplementação para corrigir uma deficiência nutricional. Nessa situação, porém, o produto atende à necessidade nutricional, sem tratar a resistência ao hormônio, que exige acompanhamento e uma abordagem definida individualmente.







