Como a Groenlândia virou cortina de fumaça para a batalha entre Rússia, China e EUA

Trump alega que os EUA precisam anexar a Groenlândia por ‘questões de segurança nacional’, mas especialistas rebatem ameaça russa e chinesa. Crédito: Larissa Burchard/Estadão

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O presidente Donald Trump anunciou, na madrugada desta quarta-feira, 14, que, em breve, uma “enorme operação de exploração de petróleo, gás e minerais” terá início na Groenlândia. O comunicado foi feito via publicação na Truth Social.

“A quantidade de petróleo facilmente acessível é muito superior à de quase qualquer outro lugar do mundo”, escreveu o presidente americano no post, enfatizando ainda que devido à posição estratégica “inigualável” da região, Estados Unidos e Europa poderão contar com vantagens estratégicas de defesa e de ataque.

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A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen (à direita), aperta a mão do presidente dos EUA, Donald Trump, durante a cerimônia de assinatura de um acordo de segurança trilateral entre os Estados Unidos, a Dinamarca e a Groenlândia, à margem da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, em 22 de setembro de 2026. Foto: Mads Claus Rasmussen/Ritzau Scanpix/AFP
No texto, Trump diz que a localização da Groenlândia permite a Washington detectar e interceptar drones, mísseis e outras armas, garantindo aos Estados Unidos tempo e visibilidade para responder a possíveis ameaças.
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Há cerca de um mês, Trump anunciou que firmou um acordo “infinito” com a Dinamarca para conceder ao país norte-americano o controle sobre a segurança da Groenlândia e impedir que adversários estrangeiros estabelecessem bases no território, após meses ameaçando tomar a ilha à força.
Semanas antes, diante da pressão do americano, a União Europeia anunciou 200 milhões de euros para a Groenlândia.
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