Cilúlia Maria Rodrigues de Freitas Maury (Alegrete, 26 de agosto de 1939 – Brasília, 8 de fevereiro de 2014) foi uma bióloga e ambientalista brasileira, pioneira do ambientalismo no Distrito Federal e seu entorno. Teve atuação ligada à conservação do Cerrado, à criação do Jardim Botânico de Brasília, à implantação de áreas protegidas em propriedades particulares e a iniciativas voltadas à conservação da biodiversidade.
Biografia Cilúlia formou-se em Biologia, com especialização em Botânica e Ecologia, e desenvolveu parte importante de sua trajetória profissional em Brasília, especialmente em iniciativas ligadas à conservação ambiental. Na Fundação Zoobotânica do Distrito Federal, teve papel decisivo na criação do Jardim Botânico de Brasília, inaugurado em 1985. Durante sua atuação na Fundação Pró-Natureza (Funatura), coordenou o Programa Santuários Ecológicos (também referido como Santuários de Vida Silvestre). Este programa antecedeu e influenciou a consolidação de instrumentos de proteção de áreas particulares, incluindo as RPPNs, permitindo que proprietários de terras privadas integrassem a rede nacional de áreas protegidas. O projeto recebeu, em 1993, o Diploma Ação Verde. No Ministério do Meio Ambiente, integrou a equipe do Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira (PROBIO). No âmbito do PROBIO, participou de iniciativas de sistematização de informações científicas voltadas a subsidiar políticas públicas de conservação. Também organizou a publicação Biodiversidade brasileira: avaliação e identificação de áreas e ações prioritárias para conservação, utilização sustentável e repartição de benefícios da biodiversidade brasileira, lançada em 2002 na Série Biodiversidade. Em reconhecimento à sua atuação como botânica, ecóloga e conservacionista, seu nome foi dado à espécie de orquídea Bulbophyllum ciluliae, descrita por Luciano de Bem Bianchetti e João A. N. Batista em 2004. Publicações e atuação editorial
Relatórios de Atividades do PROBIO: Responsável pela organização e supervisão técnica de relatórios nacionais (período 2002–2004) que consolidaram os avanços da agenda de biodiversidade no país. Série Biodiversidade: Atuou na edição e organização de volumes sobre os biomas brasileiros, incluindo estudos sobre a Caatinga e o Cerrado, que serviram de base para a criação de novas unidades de conservação. Publicações Institucionais: Autora e colaboradora de documentos históricos da Funatura, incluindo o registro dos 30 anos da instituição, onde descreveu a evolução do movimento ambientalista não governamental no Brasil.
Ver também Jardim Botânico de Brasília Cerrado Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Biologia da conservação
Referências