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Como sua música favorita pode ajudar durante pequenos procedimentos médicos
Como sua música favorita pode ajudar durante pequenos procedimentos médicos · Imagem: Source: www.estadao.com.br

Gerando resumo

Como sua música favorita pode ajudar durante pequenos procedimentos médicos
Como sua música favorita pode ajudar durante pequenos procedimentos médicos · Imagem: Source: www.estadao.com.br

Para quem odeia agulhas, fazer uma ressonância magnética com contraste, por exemplo, pode ser um martírio. Mas ouvir música pode ajudar a diminuir a dor na hora de colocar o acesso na veia (a cânula), necessário para a realização do exame. Mas não é qualquer música: precisa ser a sua favorita.

Como sua música favorita pode ajudar durante pequenos procedimentos médicos
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O achado é de um novo estudo conduzido por pesquisadores do Hospital Universitário de Zurique, na Suíça, e publicado nesta sexta-feira, 9, no periódico científico Frontiers in Pain Research.

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Mas, afinal, de que maneira isso acontece?

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Ouvir sua música preferida durante procedimentos médicos pode ajudar no alívio de eventuais desconfortos Foto: DavidsPrime/peopleimages.com/Adobe Stock

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Música e dor

Como sua música favorita pode ajudar durante pequenos procedimentos médicos
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De acordo com o anestesiologista Plínio da Cunha Leal, diretor do Departamento Científico da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), esse resultado não chega a ser uma novidade. “A própria sensação de bem-estar que a música proporciona pode ser benéfica. Vários fatores podem estar associados a esse efeito”, cita.

Segundo ele, ao ouvir música e realizar atividades de lazer de modo geral nós produzimos certas substâncias no organismo, como dopamina e serotonina, associadas à melhora do humor e ao maior controle da dor.

Mas, para além do alívio da dor, a música pode funcionar como uma distração contra o desconforto e a apreensão típicos de intervenções clínicas, adiciona o médico. De acordo com Cunha Leal, sabe-se também que ela ameniza a ansiedade e a depressão no caso de pacientes em quimioterapia.

Além das canções

Segundo Cunha Leal, há mais recursos com potencial de trazer alívio durante procedimentos médicos. No caso de crianças, priorizar ambientes temáticos e lúdicos é um exemplo. De acordo com ele, salas decoradas e pintadas com temas de super-heróis ou personagens infantis tornam o ambiente hospitalar menos intimidador.

Outra opção é a exibição de vídeos com realidade virtual, já que isso poder distrair a atenção do paciente ao longo do exame. O uso pontual do celular ou vídeos direcionados também pode funcionar como ferramenta de distração.

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A pesquisa

No estudo, os pesquisadores tocaram músicas para 204 pacientes prestes a receber uma cânula intravenosa antes de uma ressonância magnética não emergencial de cérebro, coluna ou cabeça e pescoço.

Um quarto dos pacientes ficou grupo de controle, ou seja, não ouviu música. Os demais foram divididos em três grupos: um ouviu sua música favorita; outro, uma música criada especificamente para relaxamento; e o terceiro, a Sonata KV448, de Mozart, que vários estudos dizem ter propriedades terapêuticas.

“Das quatro condições que examinamos, apenas a música favorita e Mozart mostraram efeito positivo”, revelou Meritxell Garcia Alzamora, pesquisadora do Hospital Universitário de Zurique e autora sênior do artigo, em comunicado à imprensa.

“A música favorita apresentou efeito significativo de redução da dor tanto em pacientes com dor basal (que o paciente já sentia antes da punção com agulha) quanto sem ela. Mozart só mostrou alívio significativo da dor em pacientes com dor preexistente”, acrescentou.

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Quem ouviu a música favorita sentiu alívio tanto 30 segundos depois quanto dois minutos após a agulha ser colocada. Entre quem já sentia dor, a canção também ajudou na hora da picada. No caso de Mozart, o efeito apareceu só depois de dois minutos da colocação da agulha. Os dados, no entanto, não permitem conclusões sobre essas diferenças.

Uma possibilidade, segundo os autores, é que o incômodo inicial tenha tirado a atenção das pessoas da música. Outra é que a música precisa de um tempo para fazer efeito contra a dor.

Os pacientes que ouviram música de relaxamento ou nenhuma música não tiveram qualquer mudança em relação à percepção da dor.

“Diante dos nossos resultados, vamos ampliar o uso de música em punções venosas realizadas para procedimentos radiológicos, especialmente em pacientes ansiosos ou claustrofóbicos”, citou Meritxell.

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