Entre 1949 e 1982, mais de 200 mil barris com lixo radioativo foram despejados no Oceano Atlântico. As investigações identificaram 3.355 barris e radionuclídeos como cobalto-60, nióbio-94, césio-137 e amerício-241 em contato com a vida marinha.

Lixo radioativo está abandonado no fundo do Atlântico há décadas; ele chegou à vida marinha?
Lixo radioativo está abandonado no fundo do Atlântico há décadas; ele chegou à vida marinha? · Imagem: Source: olhardigital.com.br

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Lixo radioativo está abandonado no fundo do Atlântico há décadas; ele chegou à vida marinha? · Imagem: Source: olhardigital.com.br

A pesquisa faz parte do projeto NODSSUM, liderado pelo Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS). Uma primeira missão, realizada em junho de 2025, identificou e mapeou os barris no local onde foram despejados. Em maio de 2026, os pesquisadores retornaram à região para aprofundar a análise.

Lixo radioativo está abandonado no fundo do Atlântico há décadas; ele chegou à vida marinha?
Lixo radioativo está abandonado no fundo do Atlântico há décadas; ele chegou à vida marinha? · Imagem: Source: olhardigital.com.br

Para quem tem pressa:

Lixo radioativo no Oceano Atlântico e vida marinha ao seu redor
Lixo radioativo no Oceano Atlântico e vida marinha ao seu redor · Imagem: Lixo radioativo no fundo do Oceano Atlântico – Imagem: Javier Escartín/CNRS – via Bluesky

- Mais de 200 mil barris com resíduos radioativos foram despejados no Atlântico entre 1949 e 1982, e missões recentes encontraram recipientes corroídos e degradados, com material vazando no fundo do oceano;

Lixo radioativo está abandonado no fundo do Atlântico há décadas; ele chegou à vida marinha?
Lixo radioativo está abandonado no fundo do Atlântico há décadas; ele chegou à vida marinha? · Imagem: Source: olhardigital.com.br

- Pesquisadores identificaram radionuclídeos como cobalto-60, nióbio-94, césio-137 e amerício-241, embora os níveis de atividade radioativa medidos não tenham sido altos o suficiente para representar grandes problemas de proteção radiológica aos cientistas;

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Lixo radioativo está abandonado no fundo do Atlântico há décadas; ele chegou à vida marinha? · Imagem: Source: olhardigital.com.br

- A equipe agora investiga como os radionuclídeos se distribuem no ambiente e se o material liberado pode chegar aos organismos marinhos que colonizaram os barris.

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Os barris estavam em condições diferentes

Imagem da matéria: Lixo radioativo está abandonado no fundo do Atlântico há décadas; ele chegou à vida marinha?
Imagem da matéria: Lixo radioativo está abandonado no fundo do Atlântico há décadas; ele chegou à vida marinha? · Imagem: Source: olhardigital.com.br

Lixo radioativo no fundo do Oceano Atlântico – Imagem: Javier Escartín/CNRS – via Bluesky

Ana Luiza Figueiredo
Ana Luiza Figueiredo · Imagem: Source: olhardigital.com.br

Os pesquisadores encontraram recipientes em diferentes condições. Alguns apresentavam forte deterioração, enquanto outros já haviam “vazado” no fundo do oceano.

Lixo radioativo está abandonado no fundo do Atlântico há décadas; ele chegou à vida marinha?
Lixo radioativo está abandonado no fundo do Atlântico há décadas; ele chegou à vida marinha? · Imagem: Source: olhardigital.com.br

Durante as medições, os cientistas detectaram radionuclídeos nos resíduos. Segundo Javier Escartín, diretor de pesquisa em geologia marinha do CNRS, que participou da missão, foram identificados cobalto-60, nióbio-94, césio-137 e amerício-241.

Os dois últimos também são encontrados em locais afetados por testes de armas nucleares e acidentes nucleares. Escartín afirma ainda que as concentrações encontradas na região estavam bem acima do nível de fundo esperado devido a essas fontes.

Mesmo com a presença desses radionuclídeos, o CNRS informa que os níveis de atividade radioativa medidos durante a missão não foram altos o suficiente para representar grandes problemas de proteção radiológica para os cientistas que manipularam as amostras.

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O que acontece com os resíduos?

Durante as missões, os pesquisadores coletaram uma grande quantidade de dados e amostras. O material inclui sedimentos, água e organismos marinhos, além de imagens dos barris e de áreas próximas.

Agora, as pesquisas começam a se aprofundar. Com as coletas, a ideia é investigar como os radionuclídeos estão distribuídos no ambiente e se o material liberado pelos barris chegou aos organismos que vivem na região. Suas estruturas serviram de superfície para a colonização de diferentes organismos, como anêmonas, por exemplo.

Assim, a pesquisa busca entender também se essa interação entre os resíduos e a vida marinha pode facilitar a “entrada” dos radionuclídeos no ecossistema da região.

Enzo Monteiro

Enzo Monteiro é redator no Olhar Digital.

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Ana Luiza Figueiredo

Ana Figueiredo é editora de tecnologia do Olhar Digital. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

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Tags: água radioativa lixo no mar Oceano Atlântico radiação vida marinha