Manoel Bezerra de Mattos Netto (Itambé, 31 de maio de 1968 – Pitimbu, 24 de janeiro de 2009), foi um advogado e defensor dos direitos humanos brasileiro, reconhecido por sua atuação no enfrentamento de grupos de extermínio e milícias na divisa entre a Paraíba e Pernambuco, especialmente na região de Itambé e Pedras de Fogo. Exerceu mandato como vereador no município de Itambé, destacando-se pela denúncia sistemática de execuções sumárias e da atuação de grupos paramilitares. Filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) e integrante da Ordem dos Advogados do Brasil, foi assassinado em 24 de janeiro de 2009 em razão de sua militância, crime posteriormente reconhecido como de motivação política e objeto de federalização, constituindo um dos casos emblemáticos de violência contra defensores de direitos humanos no Brasil. Em reconhecimento à sua trajetória, teve seu nome inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves em Brasília, honraria destinada a personalidades que se destacaram na defesa da nação e das liberdades fundamentais.

Referências