Mario Sabino

A campanha de Lula é prova de que a esquerda pode ser ainda mais inescrupulosa na mentira do que a direita que ela acusa de ser barbárie

Mario Sabino
09/10/2026 13:55
Reprodução/Instagram
A “campanha do medo” com a qual Lula e o PT pretendem vencer Flávio Bolsonaro e a direita é uma indecência, uma nojeira, uma vergonha.
É prova de que a esquerda, sempre muito à vontade para se vender como o farol da civilização, pode ser ainda mais inescrupulosa na mentira, na falsificação, do que a direita que ela acusa de ser a barbárie.
Para Lula e PT, estratégia digital é sinônimo de fake news. A mentira sobre a intenção de Flávio Bolsonaro de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil foi aperitivo.
Divulga-se agora que, se eleito, o oponente do chefão petista vai cancelar programas sociais, tirar o direito de voto das mulheres, perseguir gays, extinguir o 13º salário, congelar aposentadorias, impor jornada de 16 horas e, claro, instaurar a ditadura, entre outras aleivosias destinadas a instalar o terror na massa de eleitores mais velhos, pobres e ignorantes que se absteve de votar no primeiro turno.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Esse é o único mercado de votos ainda disponível para Lula no segundo turno.
A coisa chegou a tal ponto que há apoiadores famosos de Lula espalhando fake news de maneira completamente desavergonhada. É caso de uma historiadora, autora de livros de sucesso, professora da USP, integrante da Academia Brasileira de Letras e mulher do editor mais celebrado do Brasil.
Essa senhora postou um vídeo nas redes sociais para dizer que estava usando o Pix o máximo possível, porque se Flávio Bolsonaro for eleito, “ele vai acabar com o Pix a mando do Trump”.
“Gente, corre lá pra fazer bastante Pix, porque daqui a pouco acabou”, conclui a virtuosa cheia de títulos e honrarias.
A “campanha do medo” revela o caráter da esquerda brasileira e também o desespero que tomou conta dela diante da possibilidade real de derrota. Conflito e desordem tomaram conta das hostes petistas.
Janja comprou briga com Kátia Abreu, que pediu “menos Janja e mais Alckmin” na campanha; o arsenal de mentiras parece estar causando efeito eleitoral adverso, graças à agilidade da direita nas redes sociais; e a convocação de influenciadores digitais de esquerda para emprestar ar de juventude a um Lula octogenário e analógico mostrou ser tiro n’água.
A maior esperança petista na artilharia pesada contra Flávio Bolsonaro era a influenciadora Ana Elisa, recém-eleita deputada federal pelo PT de Minas com apenas 21 anos.
Ontem, no entanto, Nikolas Ferreira e outros influenciadores da direita publicaram posts antigos atribuídos a Ana Elisa nos quais está escrito que Lula deveria “fechar as igrejas” evangélicas e que “esses crente só faz merdaaaa” (sic). Circula, ainda, um post em que ela teria dito que “odeia branco”.
Ana Elisa negou a autoria do posts, diz que sofreu ameaças, acionou o TSE, mas desativou o seu perfil no X. Lula também está sendo desativado no que se anuncia ser um final melancólico.

